
O Android 17 roda em apenas 1% dos celulares ativos, quatro meses e meio depois do lançamento.
O Android 16, por sua vez, assumiu a liderança com 25,4%, segundo os dados que o Google publicou no Android Studio nesta semana, no primeiro levantamento desde dezembro de 2025, que considera os aparelhos que acessaram a Play Store em um período de sete dias.
Impressiona a velocidade do Android 16, que tinha 7,5% em dezembro e mais que triplicou em dez meses. Já o 17 cresce mais devagar do que o antecessor no mesmo ponto do ciclo. Ele está disponível desde junho para Pixel, boa parte dos Galaxy e alguns Xiaomi, OPPO, OnePlus, Nothing e Sony.
Distribuição do Android em outubro de 2026
| Versão | Lançamento | Participação |
|---|---|---|
| Android 16 | 2025 | 25,4% |
| Android 14 | 2023 | 15,3% |
| Android 15 | 2024 | 14,7% |
| Android 13 | 2022 | 11,8% |
| Android 11 | 2020 | 10,5% |
| Android 12 | 2021 | 9,6% |
| Android 10 | 2019 | 5,7% |
| Android 9 | 2018 | 3,1% |
| Android 8.1 | 2017 | 1,5% |
| Android 17 | 2026 | Cerca de 1% |
| Android 8.0 ou anterior | Até 2017 | 1,4% |
Somando tudo, 56,4% dos aparelhos rodam Android 14 ou mais novo. Sobram 43,6% em versões de 2022 para trás. Parte delas já não recebe correções. O Android 11, de 2020, segue em um de cada dez celulares, à frente do 12 e quase empatado com o 13.

Foto: Reprodução/heise online
Por que o Android 17 cresce tão devagar
Boa parte da explicação está no calendário das fabricantes, pois Samsung, Motorola e realme só começaram a liberar o Android 17 em outubro.
A One UI 9 alcançou o Galaxy S25 no dia 9 e o S26 no Brasil no fim de setembro. O Edge 70 Pro recebeu a atualização nesta semana. A lista da realme vai até o fim do ano.

Foto: Reprodução/Mundo Conectado
Ciclo de junho coloca o Android 17 contra o 16
Entra na explicação a mudança no próprio ciclo do Google, que antecipou o Android 16 para junho de 2025 e repetiu a data com o 17. Assim a nova versão disputa espaço com a anterior em plena expansão, e, como a Samsung é a maior fabricante de Android, o 17 só decola quando a One UI 9 alcançar os Galaxy A, que vendem muito mais que os S e demoram mais para receber a versão nova.

Foto: Reprodução/Mundo Conectado
Google parou de publicar o gráfico de distribuição
Há anos o Google não atualiza a página pública de distribuição. Os números ficam só dentro do Android Studio, para orientar desenvolvedores sobre qual versão mínima adotar.
A atualização é esporádica, as participações por versão saem de valores cumulativos, por isso são estimativas calculadas por quem acompanha o dado.
“Dados coletados em um período de sete dias de dispositivos que visitaram a Google Play Store.”
Google, na descrição do painel de distribuição do Android Studio
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Fragmentação segue como problema do Android em 2026
Para o desenvolvedor, o recado é manter compatibilidade com o Android 11, porque abandonar versões antigas corta um quarto da base de uma vez. Para o usuário, o dado mostra que um aparelho de 2020 continua em uso em massa, apesar de Samsung e Google prometerem sete anos de atualização, promessa que vale só para os modelos mais caros.
O próximo retrato deve sair só em 2027, quando o Android 17 já estiver nos Galaxy A e nos Moto G. A aposta é que ele repita a curva do 16 e passe de 20% até o meio do ano.
Fonte(s): heise online e Android Authority
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