
Do campo de batalha ao laboratório de pesquisa, os drones mais velozes do planeta desafiam os limites da engenharia com velocidades que ultrapassam os 20 mil km/h.
Abaixo, reunimos os modelos mais rápidos já criados (civis, militares e experimentais) com dados atualizados e comparáveis para você entender o que faz cada um deles voar tão depressa.
Os 10 drones mais rápidos do mundo
10. Peregrine 2 – África do Sul
O Peregrine 2 é um drone de corrida FPV (First Person View) projetado exclusivamente para quebrar recordes de velocidade.
Criado por uma dupla sul-africana (pai e filho), o minúsculo quadricóptero atingiu a impressionante média de 480,23 km/h em uma prova oficial do Guinness World Records, em 2023.

Com motores elétricos ultra potentes e aerodinâmica extrema, o drone voa por menos de um minuto, mas o suficiente para garantir seu lugar na história como o drone de pequeno porte mais rápido já registrado.
Apesar de não ter uso prático além das competições e testes extremos, o Peregrine 2 representa um marco de inovação em engenharia elétrica e design aerodinâmico, mostrando até onde a tecnologia de drones civis pode chegar — mesmo em escala reduzida.
Especificações técnicas do Peregrine 10
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | 480,23 km/h (média oficial Guinness) |
| Autonomia de voo | Aproximadamente 30 a 60 segundos |
| Alcance | Cerca de 100 a 200 metros |
| Capacidade de carga | Não transporta carga útil |
| Altitude máxima | Voo rasante (poucos metros) |
| Status | Operacional (recorde homologado em 2023) |
9. Bayraktar Kızılelma – Turquia
O Bayraktar Kızılelma é um drone de combate de nova geração desenvolvido pela empresa turca Baykar. Diferente dos drones tradicionais, ele é um UCAV a jato, com formato furtivo e capacidade de decolagem em pistas curtas e até mesmo em porta-aviões com sistema STOBAR. Seu nome significa “maçã vermelha”, em referência a um antigo símbolo turco de conquista.

A primeira versão (A) já voa em testes desde 2023, com velocidade máxima de aproximadamente 1.100 km/h (Mach 0,9). No entanto, uma variante supersônica (versão B) está em desenvolvimento e promete romper a barreira do som.
O Kızılelma pode carregar até 1.500 kg de armamentos em baias internas e externas, incluindo mísseis ar-ar, ar-terra e bombas inteligentes. Além disso, possui autonomia de até 5 horas e um alcance de combate superior a 900 km, o que o torna uma ameaça relevante em cenários de conflito moderno.
Especificações técnicas do Bayraktar Kızılelma (Turquia)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 0,9 (~1.100 km/h) na versão A |
| Autonomia de voo | Mais de 4 horas |
| Alcance | Cerca de 930 km (raio de combate) |
| Capacidade de carga | 1.500 kg (armamentos em baias internas e externas) |
| Altitude máxima | 7.620 metros |
| Status | Em desenvolvimento (produção inicial em curso) |
8. QF-16 “Viper” – Estados Unidos
O QF-16 Viper é um drone derivado do icônico caça F-16 Fighting Falcon. Em vez de ser um projeto novo, trata-se de aeronaves F-16 aposentadas que foram convertidas em drones de grande porte para servir como alvos aéreos de treinamento avançado para mísseis e pilotos de caça. Apesar de sua função de “alvo”, o QF-16 é totalmente funcional, podendo ser pilotado remotamente ou com um piloto a bordo.

Ele mantém a impressionante capacidade de voo do F-16 original, atingindo velocidades de até Mach 2,0 (aproximadamente 2.414 km/h), com teto operacional acima de 15 mil metros.
O drone também conserva os pontos de fixação para armas e contramedidas, embora geralmente voe desarmado. Seu uso principal é em testes militares e simulações realistas de combate.
Especificações técnicas do QF-16 Viper (Estados Unidos)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 2,0 (~2.414 km/h) |
| Autonomia de voo | Aproximadamente 2 horas |
| Alcance | Superior a 3.200 km (em voo ferry) |
| Capacidade de carga | Simula até 6 mísseis ou bombas (normalmente voa vazio) |
| Altitude máxima | Acima de 15.000 metros |
| Status | Operacional (utilizado pela Força Aérea dos EUA) |
7. Tupolev Tu-123 Yastreb – União Soviética
O Tupolev Tu-123 Yastreb foi um drone de reconhecimento estratégico desenvolvido pela União Soviética durante a Guerra Fria. Lançado pela primeira vez em 1960 e operado oficialmente entre 1964 e 1979, ele foi um dos primeiros veículos não tripulados a voar em velocidades supersônicas com finalidade militar.

Impulsionado por um motor turbojato R-15 (o mesmo do lendário MiG-25), o Tu-123 era lançado do solo com auxílio de foguetes e voava em linha reta sobre territórios inimigos a até 2.700 km/h (Mach 2,5), a altitudes de 22.800 metros.
Como não era reutilizável, seu módulo com os filmes de reconhecimento era ejetado por paraquedas após a missão. Seu alcance de mais de 3.000 km permitia penetrar profundamente no espaço aéreo da OTAN, realizando missões de espionagem fotográfica e SIGINT.
Especificações técnicas do Tupolev Tu-123 Yastreb (URSS)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 2,5 (~2.700 km/h) |
| Autonomia de voo | Aproximadamente 1 hora |
| Alcance | Cerca de 3.200 km |
| Capacidade de carga | Câmeras fotográficas e sensores de inteligência |
| Altitude máxima | 22.800 metros |
| Status | Aposentado (retirado de serviço em 1979) |
6. AVIC WZ-8 – China
O WZ-8 é um drone de reconhecimento estratégico desenvolvido pela estatal chinesa AVIC e operado pela Força Aérea do Exército de Libertação Popular. Ele foi revelado oficialmente ao mundo durante o desfile militar de 2019, em Pequim, e desde então se tornou um dos drones mais misteriosos e impressionantes em operação.

O WZ-8 é lançado a partir de um bombardeiro H-6M e acelera com motores-foguete para alcançar velocidades de pelo menos Mach 3,0 (cerca de 3.700 km/h), voando a altitudes superiores a 30.000 metros.
Seu objetivo principal é realizar missões de inteligência em profundidade, coletando dados por radar SAR e sensores ópticos em território inimigo, com alta velocidade e precisão. Apesar das poucas imagens em ação, já há indícios de unidades ativas operando desde 2023.
Especificações técnicas do AVIC WZ-8 (China)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 3,0 (~3.700 km/h) |
| Autonomia de voo | Missões de poucos minutos |
| Alcance | Não divulgado (dependente do bombardeiro lançador) |
| Capacidade de carga | Sensores de imagem e radar |
| Altitude máxima | 30.000 metros |
| Status | Operacional limitado (desde 2023) |
5. Lockheed D-21 – Estados Unidos
O Lockheed D-21 foi um drone de reconhecimento desenvolvido no auge da Guerra Fria como parte de um projeto secreto da Skunk Works, a divisão avançada da Lockheed. Criado para sobrevoar territórios altamente protegidos como a China e a União Soviética, ele era lançado a partir de um SR-71 adaptado (M-21) ou de um bombardeiro B-52.

Com design furtivo e propulsão por estatorreator, o D-21 podia voar a impressionantes Mach 3,3 (cerca de 3.540 km/h) e atingir altitudes de até 27.400 metros. Seu funcionamento era de uso único: realizava a missão, ejetava a cápsula com os dados de reconhecimento e se autodestruía ou caía.
Apesar de ousado, o projeto teve vida curta: apenas quatro missões operacionais foram realizadas antes do programa ser encerrado em 1971.
Especificações técnicas do Lockheed D-21 (Estados Unidos)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 3,3 (~3.540 km/h) |
| Autonomia de voo | Cerca de 1,5 a 2 horas (missão única) |
| Alcance | Mais de 6.300 km |
| Capacidade de carga | Câmera fotográfica e cápsula de dados |
| Altitude máxima | 27.400 metros |
| Status | Aposentado (utilizado entre 1969 e 1971) |
4. Boeing X-51A Waverider – Estados Unidos
O Boeing X-51A Waverider foi um drone hipersônico experimental desenvolvido em parceria entre a Força Aérea dos EUA, a DARPA, a NASA e a Boeing. Seu principal objetivo era testar a tecnologia de propulsão scramjet (statorreator supersônico), que permite voar a altíssimas velocidades usando apenas o oxigênio do ar, sem tanques de oxigênio líquido.

Em seu voo mais bem-sucedido, realizado em 2013, o X-51A atingiu Mach 5,1 (cerca de 6.200 km/h) e permaneceu em voo hipersônico por mais de 6 minutos, cobrindo uma distância de mais de 400 km antes de cair no oceano.
Esse feito fez dele o primeiro drone a jato a manter voo sustentado acima de Mach 5 por tanto tempo. Embora não tenha sido projetado para operações militares, o X-51A pavimentou o caminho para o desenvolvimento de armas hipersônicas nos Estados Unidos.
Especificações técnicas do Boeing X-51A Waverider (Estados Unidos)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 5,1 (~6.200 km/h) |
| Autonomia de voo | Cerca de 6 minutos (voo sustentado hipersônico) |
| Alcance | Aproximadamente 426 km |
| Capacidade de carga | Nenhuma (drone de teste não tripulado) |
| Altitude máxima | Cerca de 18.300 metros |
| Status | Programa encerrado (último voo em 2013) |
? 3. Lockheed Martin SR-72 “Son of Blackbird” – Estados Unidos
O Lockheed Martin SR-72, apelidado de “Son of Blackbird”, é o sucessor conceitual do lendário SR-71. Projetado pela divisão Skunk Works, o SR-72 é um drone hipersônico de reconhecimento e ataque ainda em desenvolvimento, com previsão de voar a Mach 6 (cerca de 7.400 km/h), o dobro da velocidade do seu antecessor.

A grande inovação do projeto está na propulsão de ciclo combinado: uma turbina tradicional é usada para decolagem e aceleração até velocidades supersônicas, onde um motor scramjet entra em ação para levá-lo ao regime hipersônico.
O SR-72 deve operar a altitudes superiores a 25.000 metros, cobrindo milhares de quilômetros em minutos. Há rumores de que uma versão armada será capaz de carregar mísseis hipersônicos. Embora envolto em sigilo, o primeiro protótipo pode ter voo inaugural já em 2025.
Especificações técnicas do Lockheed Martin SR-72 (Estados Unidos)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 6 (~7.400 km/h) |
| Autonomia de voo | Não divulgado (estimado em 1 a 2 horas em regime hipersônico) |
| Alcance | Cerca de 4.800 km |
| Capacidade de carga | Sensores de vigilância; versão armada com mísseis prevista |
| Altitude máxima | Aproximadamente 25.000 metros |
| Status | Em desenvolvimento (primeiro voo estimado para 2025) |
? 2. NASA X-43A – Estados Unidos
O X-43A é um dos maiores marcos da história da aviação hipersônica. Desenvolvido pela NASA no início dos anos 2000 como parte do programa Hyper-X, esse drone experimental não tripulado foi o primeiro a demonstrar com sucesso a viabilidade de um motor scramjet em voo real — ou seja, um motor que funciona somente com o oxigênio da atmosfera em velocidades altíssimas.

Em seu voo recorde de 2004, o X-43A atingiu a velocidade de Mach 9,6 (quase 12.000 km/h) a uma altitude de 33.500 metros, estabelecendo um recorde mundial absoluto para veículos a jato atmosféricos.
O voo durou apenas alguns segundos — o suficiente para entrar para a história. Apesar de não ser reutilizável, nem operacional, o projeto foi essencial para abrir caminho a futuras tecnologias de armas e veículos espaciais hipersônicos.
Especificações técnicas do NASA X-43A (Estados Unidos)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 9,6 (~12.000 km/h) |
| Autonomia de voo | Cerca de 10 segundos em propulsão scramjet |
| Alcance | Poucos quilômetros (voo breve de demonstração) |
| Capacidade de carga | Nenhuma (veículo puramente experimental) |
| Altitude máxima | Aproximadamente 33.500 metros |
| Status | Programa encerrado (último voo em 2004) |
? 1. DARPA HTV-2 – Estados Unidos
O DARPA HTV-2 (Hypersonic Technology Vehicle 2) é um drone experimental desenvolvido pela agência de projetos avançados de defesa dos EUA (DARPA) como parte do programa Prompt Global Strike, que visa atingir qualquer ponto do planeta em menos de uma hora. Lançado em 2010, o HTV-2 é um planador hipersônico não tripulado projetado para alcançar Mach 20, o equivalente a incríveis 21.000 km/h.

Construído com materiais capazes de resistir a temperaturas superiores a 1.900 °C, o HTV-2 foi lançado por um foguete e depois planava na atmosfera a altitudes suborbitais. Sua missão era testar o limite da engenharia hipersônica.
No entanto, ambas as tentativas de voo terminaram antes do previsto devido à instabilidade causada pelo aquecimento extremo e perda de controle. Apesar disso, o veículo chegou a voar por mais de 3 minutos a velocidades jamais alcançadas por qualquer outro drone.
Especificações técnicas do DARPA HTV-2 (Estados Unidos)
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Velocidade máxima | Mach 20 (~21.000 km/h) |
| Autonomia de voo | Cerca de 3 minutos em regime hipersônico |
| Alcance | Estimado em até 20.000 km (alcance global) |
| Capacidade de carga | Nenhuma (veículo de demonstração tecnológica) |
| Altitude máxima | Suborbital (acima de 100.000 metros) |
| Status | Programa encerrado (voos experimentais em 2010 e 2011) |
Quando a velocidade deixa de ser apenas número
Dos drones de corrida elétricos a protótipos hipersônicos capazes de cruzar continentes em minutos, esta lista mostra que a corrida pela velocidade aérea está longe de acabar. Enquanto modelos como o Peregrine 2 desafiam os limites da engenharia em miniatura, gigantes como o DARPA HTV-2 e o X-43A apontam para um futuro onde o céu, e até a borda do espaço, será apenas o começo.
Mais do que números impressionantes, esses drones representam avanços tecnológicos que estão revolucionando a vigilância militar e a mobilidade global. E, com tantos projetos em desenvolvimento, é bem possível que essa lista ganhe novos nomes — e novas velocidades — muito em breve.
Fontes: DARPA Falcon HTV‑2 (DARPA), Space.com sobre HTV‑2, ABC News sobre HTV‑2, NASA X‑43A (NASA), NASA Release sobre Mach 9,6, Wikipedia X‑43, Wikipedia HTV‑2, GlobalSecurity HTV‑2 voo controlado Mach 20
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