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Starlink Mobile: SpaceX terá operadora de celular própria

Empresa de Elon Musk registra marca "Starlink Mobile" e pode se tornar concorrente de gigantes como AT&T e Verizon nos próximos anos

Starlink internet móvel operadora
Créditos: Reprodução/ChatGPT

A Starlink, empresa de internet via satélite da SpaceX, registrou a marca “Starlink Mobile” e pode em breve se tornar uma operadora de telefonia celular independente nos Estados Unidos. O registro foi feito em 16 de outubro no escritório de patentes e marcas dos EUA, sinalizando planos ambiciosos de Elon Musk no mercado de telecomunicações, onde a empresa já vem reduzindo preços para ampliar sua base de clientes.

O pedido de marca comercial abrange uma ampla gama de serviços de comunicação, incluindo “serviços de comunicação pessoal celular” e entrega de “vídeo e dados para telefones móveis e dispositivos inteligentes”. A SpaceX também registrou a marca “Powered by Starlink”, alinhada com sua estratégia atual de parceria com operadoras.

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Parcerias atuais e infraestrutura

Atualmente, a Starlink já oferece conectividade celular via satélite em parceria com a T-Mobile nos Estados Unidos, além de acordos com a Rogers no Canadá e a KDDI no Japão. O serviço utiliza satélites em órbita para fornecer conexão em áreas sem cobertura de torres celulares tradicionais, enquanto enfrenta concorrência crescente de outras empresas no setor de internet via satélite.

A movimentação ocorre logo após a SpaceX fechar um acordo de US$ 17 bilhões com a EchoStar, empresa controladora da Boost Mobile, para aquisição de espectro de rádio valioso. Esse espectro promete melhorar significativamente o serviço celular da Starlink, com capacidade equivalente à tecnologia 4G LTE.

Elon Musk confirma ambições no setor

Em setembro, Elon Musk já havia dado pistas sobre a possibilidade durante participação no podcast All-In. “Você deveria poder ter Starlink como tem AT&T, T-Mobile ou Verizon”, afirmou o empresário. Musk também ressaltou que a empresa não pretende eliminar as operadoras tradicionais do mercado.

A Starlink planeja lançar até 15 mil satélites de próxima geração para potencializar o serviço celular aprimorado. A documentação regulatória da empresa menciona o uso tanto de satélites quanto de equipamentos terrestres para oferecer cobertura celular completa.

Desafios e estratégias de entrada no mercado

Analistas apontam que a Starlink Mobile pode demorar alguns anos para se tornar realidade em sua forma completa. Entre os desafios estão a necessidade de hardware compatível em todos os aparelhos celulares e a construção de infraestrutura adequada. Uma possibilidade seria a empresa começar com acordos de operadora móvel virtual (MVNO), usando redes de parceiros combinadas com acesso via satélite.

O momento é favorável, já que marcas pré-pagas têm ganhado força no mercado americano. Entrar cedo nesse segmento ajudaria a Starlink a construir reconhecimento antes de uma expansão celular maior. A empresa tem vantagens significativas em relação a tentativas anteriores de outros players, incluindo forte reconhecimento de marca e recursos financeiros robustos.

Cenário competitivo e perspectivas

Atualmente, o serviço celular via satélite da Starlink opera em velocidades mais baixas, suficientes para chamadas de vídeo de menor qualidade, aplicativos de mídia social e mensagens de texto. A aquisição do espectro da EchoStar deve mudar esse cenário, elevando a qualidade do serviço.

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Enquanto isso, concorrentes também avançam no setor. AT&T e Verizon fizeram parceria com a AST SpaceMobile para conectividade via satélite, enquanto a Apple utiliza a Globalstar para oferecer conectividade de emergência aos usuários de iPhone. Há rumores de que a própria Globalstar poderia ser adquirida pela SpaceX.

Embora ainda seja especulação, os movimentos recentes da Starlink indicam claramente a intenção de expandir sua atuação no mercado de telefonia celular nos próximos anos. A combinação de tecnologia via satélite com infraestrutura terrestre pode representar uma mudança significativa no setor de telecomunicações americano.

Fonte: Bloomberg

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