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Achou a cura

Criança é diagnosticada com doença rara pelo ChatGPT após passar por 17 médicos

Após três anos de busca por respostas, mãe encontra diagnóstico preciso para doença que afetava a saúde de seu filho

ChatGPT acha doença
Créditos: Matheus Bertelli/Unsplash

Um emocionante caso médico envolvendo um menino diagnosticado com uma doença rara pelo ChatGPT, após uma longa jornada de 17 médicos em busca de respostas, destaca a capacidade da inteligência artificial de fornecer diagnósticos precisos e a importância da persistência na busca por soluções médicas. A história de Alex, de quatro anos, é um testemunho da determinação de sua mãe, Courtney, em encontrar respostas para os misteriosos sintomas que afligiam seu filho.

Alex começou a sentir dores crônicas aos quatro anos de idade, o que o levou a depender diariamente de analgésicos para evitar colapsos “gigantescos”. Além das dores, a personalidade de Alex começou a mudar, tornando-se mal-humorado e cansado, com acessos de raiva e comportamentos como mastigar objetos. Ele também apresentava dificuldades ao caminhar, arrastando o pé esquerdo, e sofria com fortes dores de cabeça.

Inicialmente, Courtney suspeitou que o problema fosse dentário e levou Alex ao dentista, que diagnosticou bruxismo e prescreveu uma placa oclusal para uso durante o sono. Entretanto, os sintomas persistiram, e Courtney notou que Alex não estava crescendo como deveria. Com a pandemia de Covid-19 em curso, o pediatra atribuiu o atraso no desenvolvimento da criança à situação de saúde global.

Desesperada em busca de respostas, Courtney procurou diversos especialistas, incluindo neurologistas e otorrinolaringologistas, mas nenhum deles conseguiu diagnosticar corretamente a condição de Alex. Foi então que ela decidiu recorrer à inteligência artificial, especificamente ao ChatGPT, após conhecer um estudo que indicava que a ferramenta poderia ser precisa em até 72% dos diagnósticos médicos.

3 anos em busca de resposta

Após três anos de luta e incertezas, Courtney compartilhou com o ChatGPT todos os sintomas de Alex e os dados das ressonâncias magnéticas realizadas ao longo do tempo. Surpreendentemente, a inteligência artificial sugeriu um diagnóstico: síndrome da medula ancorada, uma condição rara que afeta o fluxo sanguíneo devido à fixação anormal da medula vertebral no canal.

De acordo com informações da Cleveland Clinic, os sintomas dessa síndrome incluem dificuldade para caminhar, manchas descoloridas na pele, dormência nas pernas e nas costas, dores intensas, escoliose, problemas de controle da bexiga e intestino, perda de massa muscular, dormência, fraqueza muscular e problemas de controle motor. Para Courtney, o diagnóstico “fez muito sentido”.

Ficou claro que a espinha bífida era a causa da síndrome da medula ancorada em Alex, uma condição em que a espinha dorsal não se forma e fecha normalmente, deixando uma pequena lacuna na coluna, mas sem danos nos nervos. Essa forma menos comum de espinha bífida é mais difícil de diagnosticar devido ao seu defeito menor e menos evidente. Courtney descreveu o defeito de Alex como se parecesse mais com uma marca de nascença no topo das nádegas, o que passou despercebido por todos os médicos anteriores.

Com o diagnóstico finalmente em mãos, Alex passou por uma cirurgia bem-sucedida para corrigir a medula e agora está em recuperação. A história de Alex é um exemplo da importância de não desistir na busca por respostas médicas e da capacidade da inteligência artificial em auxiliar na identificação de doenças raras, oferecendo esperança a pacientes e suas famílias em todo o mundo.

Fonte: Today.com