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Meta prioriza EUA e suspende estreia dos óculos Ray-Ban em outros países

Alta procura no mercado norte-americano obriga big tech a pausar expansão para Reino Unido, Europa e Canadá

óculos da Meta treina IA / Apple Meta Ray-Ban
Créditos: Meta/Divulgação

A Meta anunciou oficialmente nesta terça-feira (6), durante a CES 2026 em Las Vegas, que decidiu adiar o lançamento mundial dos óculos Ray-Ban Display devido à forte demanda nos EUA e ao estoque limitado. A gigante das redes sociais optou por suspender a expansão prevista para o Reino Unido, França, Itália e Canadá para priorizar o atendimento de pedidos no mercado norte-americano. A medida ocorre por meio de uma reavaliação estratégica após o interesse massivo do público pelo novo vestível inteligente.

Originalmente, a empresa planejava que seus óculos de realidade aumentada chegassem a outros territórios já no início deste ano. Entretanto, o sucesso absoluto das versões anteriores e o impacto gerado pelas novas funcionalidades criaram um gargalo na produção que impossibilitou o cumprimento do cronograma global. A Meta afirmou que prefere focar em satisfazer a clientela doméstica antes de abrir novas frentes de venda, evitando frustrar consumidores internacionais com prazos de entrega irreais.

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Descompasso entre oferta e demanda

O interesse gerado pelo produto superou as projeções mais otimistas da companhia e de sua parceira, a EssilorLuxottica. Atualmente, as listas de espera para garantir uma unidade do dispositivo já se estendem até 2026, tornando a situação logística um desafio sem precedentes para a big tech. “Desde o lançamento no outono passado, temos visto um interesse enorme e, como resultado, as listas de espera do produto agora se estendem até 2026”, destacou a empresa em comunicado oficial publicado em seu blog.

Para os consumidores nos Estados Unidos, o acesso ao acessório já é restrito e exige paciência. Não é possível realizar a compra de forma direta e simples pela internet; os interessados precisam agendar uma demonstração presencial em lojas selecionadas, como Best Buy e LensCrafters. Esse processo de venda controlada visa garantir a melhor experiência de uso, mas também serve para gerenciar o fluxo de um hardware que ainda possui um ritmo de fabricação complexo e artesanal em escala industrial.

Inovações tecnológicas e realidade aumentada

O modelo Ray-Ban Display, comercializado por US$ 799 (aproximadamente R$ 4.290,63 na cotação de R$ 5,37), é o primeiro da linha a contar com uma tela de exibição frontal integrada. Além do display, ele traz um conjunto robusto de câmeras, alto-falantes estéreo e seis microfones que permitem interações avançadas com inteligência artificial. Muitas dessas tecnologias foram detalhadas durante a apresentação oficial da linha Ray-Ban Display de segunda geração e outros vestíveis da marca.

Divulgação/Meta

Outro componente essencial para o funcionamento do sistema é a Meta Neural Band, uma pulseira que rastreia os movimentos dos dedos para controlar a interface sem a necessidade de toques físicos nas hastes. Essa inovação coloca o vestível em um patamar superior aos modelos convencionais de áudio. Mesmo com o adiamento, o mercado brasileiro segue atento às movimentações, observando a recepção dos óculos Ray-Ban Meta e seu impacto no mercado internacional como termômetro para uma futura disponibilidade local.

Atualizações reveladas na CES 2026

Durante a CES 2026, a Meta demonstrou que o desenvolvimento de software para o dispositivo continua em ritmo acelerado, mesmo com as limitações físicas de estoque. A empresa revelou recursos que prometem transformar os óculos em uma ferramenta de produtividade ainda mais versátil para os usuários:

  • Modo Teleprompter: permite que o usuário leia roteiros ou anotações diretamente nas lentes enquanto grava conteúdos, com o controle da rolagem do texto realizado pela pulseira neural.
  • Navegação AR Expandida: o sistema de navegação para pedestres recebeu suporte para cidades como Denver, Las Vegas, Portland e Salt Lake City, alcançando um total de 32 localidades.
  • Integração por Gestos: aprimoramento da Meta Neural Band para permitir uma navegação mais fluida pela interface sem depender de comandos de voz em ambientes barulhentos.

Desafios de produção e privacidade

A EssilorLuxottica trabalha para acelerar a produção, mas a complexidade de inserir micro-displays em armações clássicas ainda limita a oferta global. Além disso, o adiamento permite à Meta refinar políticas de privacidade e luzes de sinalização, adequando o software às rigorosas leis de proteção de dados europeias e canadenses antes da estreia oficial. Esse tempo extra deve garantir que o produto chegue aos novos mercados com uma infraestrutura de suporte e segurança muito mais robusta.

Via: engadget

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