
A Motorola recebeu a patente US12,693,705, intitulada “Tela reconfigurável vestível pivotante” (“Pivoting wearable reconfigurable screen.”), perto do fim do mês passado, formalizando um conceito de dispositivo que começa como relógio inteligente no pulso e se desdobra até formar uma tela flexível com proporções de smartphone.
O registro representa um avanço em relação ao protótipo exibido pela empresa na Lenovo World 2023, quando um aparelho com painel pOLED de 6,9 polegadas e resolução FHD+ foi mostrado sendo moldado em diferentes formatos, incluindo a função de relógio de pulso.
O conceito anterior já permitia dobrar a estrutura em L para que o quadrante inferior servisse de base sobre mesas, além de se enrolar ao redor do pulso, ainda que com volume considerável naquele formato.
A abordagem descrita na nova patente inverte a lógica: o estado inicial é o de um vestível preso ao braço, e a transformação acontece quando a pulseira é removida e desdobrada.

Como a pulseira se converte em tela de smartphone
A estrutura da pulseira gira para que uma segunda parte se encaixe à metade oposta, formando um painel curto e largo. O mecanismo depende de ímãs ou componentes de encaixe para manter ambas as partes unidas, permitindo a visualização de conteúdo nessa configuração improvisada.
O resultado é um display que preserva as funções de coleta de dados de saúde e exercício típicas de um relógio, mas elimina a necessidade de consultar uma tela reduzida para analisar as métricas.

O caminho dos conceitos roláveis da Motorola
A fabricante já havia demonstrado explorações de formato na Lenovo World 2022, com um celular rolável que expandia o painel na vertical.
O dispositivo partia de 4 polegadas e alcançava 6,5 polegadas ao crescer para cima, diferentemente dos concorrentes da época, cujos mecanismos roláveis atuavam no sentido horizontal.
Por sua vez, no Lenovo World 2023, o telefone conceito com tela dobrável em múltiplas configurações não apresentava especificações fora do comum além da flexibilidade física.
O painel pOLED de 6,9 polegadas com resolução FHD+ funcionava como um smartphone convencional, mas a capacidade de assumir formas variadas definia sua proposta.
A versão usada como relógio, embora funcional, exibia proporções robustas demais para uso cotidiano no pulso.

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Diferenças estruturais entre o conceito de 2023 e a patente atual
O protótipo de 2023 funcionava como telefone tradicional que eventualmente virava acessório de pulso. A patente recente parte do acessório como forma primária.
A tela não apenas dobra, mas se reconfigura a partir da separação e rearranjo físico da pulseira, com acoplamento magnético ou mecânico.
A utilidade central está na transição entre os modos: coleta contínua de dados biométricos durante o uso como relógio e consulta em área maior quando as metades se unem. Não há previsão de lançamento comercial para a tecnologia descrita no documento.
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Fonte: Burnplate
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