
O Google se uniu a pesquisadores do Japão e criou um modelo de IA generativa capaz de transformar ondas cerebrais em música. A música é reproduzida através da atividade cerebral, capturada por ressonância magnética funcional (fMIR) e reconstruída com a IA MusicLM do Google. A pesquisa foi intitulada Brain2Music e a companhia compartilhou alguns dos resultados do estudo, nesta semana.
O Google investe em novos recursos e o Brain2Music é o resultado interessante da parceria da Big Tech com pesquisadores do Japão. De acordo com o paper publicado, clipes de 15 segundos de 540 músicas de dez gêneros diferentes foram selecionados aleatoriamente. Cinco participantes ouviram os clipes por meio de um par de fones de ouvido compatíveis com ressonância magnética, durante os quais sua atividade cerebral foi escaneada. Após isso, a IA MusicLM foi alimentada com os dados para e a música gerada pela inteligência artificial apresentou semelhanças com o clipe de áudio original.
IA MusicLM transforma ondas cerebrais em música

Conheça o Brain2Music
O Google abriu um site onde mostra alguns resultados da pesquisa. Você pode acessa-lo através deste link e conferir os áudios gerados pelas ondas cerebrais. É interessante perceber que as faixas de áudio geradas pela inteligência artificial, realmente, possuem semelhança com a música original. Apesar dos resultados interessantes, o Google afirma que ainda há muito trabalho a ser feito e limitações do fMIR dificultam a coleta de dados.
Parece que a reprodução de áudio ou simulação de áudio é um dos grandes interessas das empresas de tecnologia, quando o assunto é inteligência artificial. Seja para clonar a voz de alguém, ou utilizar dados sonoros para fazer qualquer pessoa dizer coisas que nunca falou, podemos ver como a IA será aplicada de forma extensiva quando o assunto é som. Por enquanto, parece cedo para afirmar que nossas ondas cerebrais serão utilizadas para criar músicas, afinal os voluntários da pesquisa precisaram ficar horas dentro de um dispositivo de ressonância magnética, até todos os dados serem coletados. Quem sabe se os pesquisadores acelerarem o processo, não teremos pessoas por aí criando músicas com o cerebro.
Via: Brain2Music
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