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🛰️ Espaço e Tecnologia

Starlink vai puxar 4.400 satélites para mais perto da Terra

Plano previsto para 2026 busca aumentar a segurança orbital diante do Mínimo Solar e reduzir riscos de colisões no espaço

novos satélites starlink com menor latência / satélites china
Créditos: SpaceX/Reprodução

A SpaceX confirmou que a Starlink realizará a maior reconfiguração de sua história ao longo de 2026, quando aproximará cerca de 4.400 satélites da Terra por meio de uma manobra orbital controlada para garantir a segurança no espaço. A operação sem precedentes ocorre na órbita terrestre baixa e responde diretamente aos efeitos climáticos do Mínimo Solar, buscando evitar que dispositivos inativos se tornem lixo espacial perigoso para outras naves, acelerando a reentrada natural desses equipamentos na atmosfera.

A decisão anunciada neste início de ano prevê que os dispositivos, atualmente operando a 550 quilômetros de altitude, desçam para a marca de 480 quilômetros. Essa mudança afetará quase metade da frota ativa da empresa, que conta hoje com aproximadamente 9.400 unidades funcionais. Segundo Michael Nicolls, vice-presidente de engenharia da Starlink, a iniciativa serve para “aumentar a segurança espacial em várias frentes”, permitindo um controle muito mais rigoroso sobre o tempo de vida útil de cada componente em órbita.

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Impactos do Mínimo Solar na órbita terrestre

A principal motivação científica para o ajuste é o ciclo solar de onze anos, que está entrando em sua fase de menor atividade magnética. Durante o Mínimo Solar, a atmosfera terrestre se contrai e torna as camadas superiores menos densas, alterando o arrasto aerodinâmico. Essa força é a responsável por frear objetos e fazê-los reentrar na atmosfera para serem desintegrados. Sem esse freio natural, satélites inativos podem vagar sem controle por anos, representando um risco crítico de colisão.

Mapa de satélites Starlink na Órbita Terrestre Baixa — Foto: Reprodução/Starlink Sattelite Tracker

Com a atmosfera mais rarefeita, um equipamento que pare de funcionar na altitude antiga poderia levar mais de quatro anos para cair. Ao reduzir a posição para 480 quilômetros, a SpaceX garante que o tempo de decaimento caia em mais de 80%. Dessa forma, conforme explicou Nicolls, a meta é “neutralizar esse efeito de rarefação atmosférica”, garantindo que qualquer unidade com falha seja destruída em poucos meses, mantendo os corredores orbitais limpos para novas missões e para as gerações futuras.

Estratégias contra o lixo espacial e o congestionamento

Além da física atmosférica, a região abaixo dos 500 quilômetros é consideravelmente menos congestionada. Atualmente, a órbita baixa enfrenta um aumento expressivo no tráfego, com potências estrangeiras planejando constelações massivas. Ao operar em uma faixa inferior, a empresa reduz a probabilidade de colisões com detritos catalogados e evita incidentes causados por manobras não coordenadas, mantendo a integridade de sua infraestrutura diante do aumento desordenado do tráfego espacial.

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A manobra também é uma resposta ao crescimento de outras constelações que buscam rivalizar com a rede da SpaceX em um mercado cada vez mais disputado. Com o aumento do número de objetos cruzando os céus, a capacidade de remover rapidamente equipamentos obsoletos torna-se um diferencial operacional e regulatório. A empresa reforça que, com apenas duas unidades inativas em uma frota de milhares, seu histórico de confiabilidade técnica sustenta a segurança dessa realocação em massa.

Melhorias no desempenho e capacidade da rede

Embora a segurança seja o pilar central, Elon Musk revelou benefícios diretos para os usuários finais. De acordo com o CEO, a “maior vantagem da menor altitude é que o diâmetro do feixe é menor para um determinado tamanho de antena”. Isso permite que a rede atenda a uma densidade maior de clientes em uma mesma região, otimizando o uso das frequências. Além disso, a redução da distância entre os terminais e os equipamentos no espaço deve proporcionar uma melhoria incremental na latência do sistema.

Essa estratégia de proximidade também abre portas para novos serviços, como os dispositivos voltados para conectividade direta com smartphones que já operam em altitudes ainda mais baixas. Ao aproximar a frota principal, a SpaceX consolida uma rede mais robusta e capaz de suportar a demanda global por internet de alta velocidade, preparando o terreno para a introdução da terceira geração de tecnologia, a V3, que terá capacidade de transmissão dez vezes maior que a atual.

O futuro da constelação e a geração V3

A reconfiguração será executada gradualmente pelos engenheiros de voo através de propulsão a plasma, sem interromper o serviço para os 9 milhões de assinantes. A fábrica em Redmond mantém um ritmo de produção de dez novos equipamentos por dia, garantindo a renovação constante da frota. Enquanto isso, o mercado aguarda o início das operações do foguete Starship, única nave capaz de lançar os novos e maiores modelos de tecnologia que definirão o próximo estágio da conectividade global da empresa.

Via: Space

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