
A Qualcomm anunciou que espera lançar os primeiros dispositivos pré-comerciais com suporte ao 6G em 2028. A empresa acredita que essa nova geração de conectividade será essencial para transformar o papel da inteligência artificial no ecossistema de smartphones e dispositivos vestíveis.
Embora o 5G ainda esteja em expansão no mundo, a Qualcomm já projeta os próximos passos. A expectativa é que o 6G utilize espectro na faixa dos terahertz, proporcionando velocidades ainda maiores e ampliando a largura de banda. O CEO Cristiano Amon destacou no Snapdragon Summit que a tecnologia também terá papel crucial na evolução da chamada “IA agente”, capaz de interagir de forma autônoma com os usuários.
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Histórico do setor e evolução dos chips
O histórico do setor ajuda a dimensionar essa previsão. Enquanto os primeiros testes com 5G ocorreram em 2016, os celulares compatíveis só chegaram ao mercado de massa em 2019. E já se fala no anúncio de futuros chips da Qualcomm como o Snapdragon 8 Elite Gen 5 sendo confirmado para liderar essa nova geração de desempenho.
Em outro segmento, a empresa também revelou o Snapdragon 7s Gen 4 com foco em expandir recursos de conectividade e inteligência artificial para diferentes faixas de mercado.
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Wearables e inteligência artificial como destaque
Segundo a empresa, o diferencial não estará apenas na velocidade. A grande promessa é a integração com dispositivos inteligentes, como anéis conectados, relógios, óculos e outros wearables. Todos esses acessórios fornecerão dados de sensores que serão processados pela inteligência artificial, criando uma rede dinâmica e personalizada para cada usuário.
O conceito de “ecossistema do eu”
Cristiano Amon descreveu a chegada do 6G como a base para um “ecossistema do eu”. Nesse modelo, a conectividade funcionará como ponte entre dispositivos pessoais e a nuvem, permitindo que agentes digitais gerenciem tarefas cotidianas, como organizar agendas, sugerir atividades e até executar ações práticas, como reservar um restaurante.
Padronização e cenário no Brasil
Além do aspecto tecnológico, a Qualcomm reforça sua relevância no processo de padronização. A companhia participa ativamente do 3GPP, consórcio responsável por definir normas globais de telecomunicações. Essa posição dá credibilidade às projeções e reforça que a corrida pelo 6G já está em andamento.
No Brasil, a discussão também avança, já que a Anatel prepara o leilão da rede 6G para 2026 e especialistas projetam que o país terá acesso à tecnologia apenas a partir de 2032, indicando que os prazos regulatórios podem adiar a adoção em território nacional.

Expectativas para o fim da década
Vale lembrar que o cronograma do setor aponta para um congelamento de especificações iniciais em 2027, seguido de padrões mais avançados em 2028 e comercialização em torno de 2030. No entanto, com a aposta da Qualcomm, o mercado pode ver novidades em larga escala já no final da década.
Fonte: androidheadlines
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