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Fracasso!

Apple Vision Pro tem pior desempenho em vendas da história recente da empresa

Headset de realidade mista da Apple decepciona nas vendas, com menos de meio milhão de unidades comercializadas desde seu lançamento

Apple vision pro vendeu 180 mil na pré-venda /apple vision pro vendas
Créditos: Divulgação/Apple

O Apple Vision Pro, considerado uma maravilha tecnológica em comparação com seus concorrentes, está enfrentando sérias dificuldades nas vendas, levando a empresa a tomar medidas drásticas com seus fornecedores para 2025.

O dispositivo de realidade mista, lançado com grande expectativa ao preço de US$ 3.499, não conseguiu atingir nem mesmo meio milhão de unidades vendidas, segundo relatórios recentes. O número está muito abaixo das projeções iniciais da empresa.

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Sem engajamento, Apple Vision Pro fracassa nas vendas

Dados internos da Apple revelam um cenário ainda mais preocupante: os poucos consumidores que adquiriram o produto não estão utilizando o dispositivo com a frequência esperada. Esse comportamento não é exclusivo da Apple, sendo um problema comum entre fabricantes de headsets.

Apple Vision Pro em fevereiro / apple vision pro / Apple Vision Pro 2 M5
Divulgação/Apple

Tim Cook, CEO da Apple, continua defendendo o produto, argumentando que o Vision Pro não foi desenvolvido para o mercado de massa, mas sim para consumidores interessados em experimentar a tecnologia do futuro no presente.

Devoluções e impacto no mercado

O alto preço, no entanto, não é o único fator responsável pelo fraco desempenho. Mesmo aqueles que investiram na compra acabaram devolvendo o produto, impactando ainda mais as estatísticas de vendas.

Mark Gurman, em sua newsletter “Power On”, destaca que o problema de engajamento dos usuários é uma questão que afeta toda a indústria de headsets, incluindo produtos da Meta e outras empresas do setor.

Perspectivas futuras

A situação levou a Apple a reavaliar seus planos futuros. Uma versão mais acessível do Vision Pro, prevista inicialmente para antes de 2027, foi adiada. O analista Ming-Chi Kuo aponta que, além do preço elevado, a falta de casos de uso convincentes prejudica a adoção do produto.

Especialistas sugerem que o mercado de realidade mista ainda precisa amadurecer significativamente antes que os consumidores comecem a utilizar esses dispositivos com a mesma frequência que smartphones.

Fonte: Bloomberg

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