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Cara de conhecido

Galaxy Fit 4 aparece pela primeira vez em imagens e mantém visual da geração atual

Documentos regulatórios apontam Bluetooth 5.4, sensor óptico chinês e chegada prevista para setembro; entenda o que muda.

Galaxy Fit 4 aparece pela primeira vez em imagens e mantém visual da geração atual
Créditos: Divulgação/Samsung

O Galaxy Fit 4 apareceu pela primeira vez em imagem nesta terça (4), e quem esperava uma reformulação de design vai se decepcionar. A traseira da nova pulseira da Samsung é praticamente indistinguível da que equipa a Galaxy Fit 3, lançada em fevereiro de 2024.

A informação partiu do Android Authority, que localizou documentação e um render do aparelho. O modelo carrega o código SM-R391 e aparece identificado como “FIT4” em parte dos arquivos.

Em paralelo, o produto já passou pela certificação da FCC, órgão regulador de telecomunicações dos Estados Unidos. Os dois conjuntos de documentos apontam para a mesma conclusão: o desenvolvimento está adiantado.

Reprodução/FCC

O que a imagem mostra e o que ela esconde

O render divulgado é apenas das costas do aparelho… Nele aparece o módulo de sensores em formato de cápsula, dois pinos metálicos de carregamento logo acima e os botões superior e inferior usados para soltar a pulseira.

Na lateral fica visível um botão físico e uma pequena abertura, provavelmente o microfone ou a saída de pressão. Nada disso mudou de lugar em relação à geração atual.

Os documentos da FCC descrevem ainda uma tela retangular, mesmo formato da Fit 3, além de um sistema de encaixe rápido para as correias. A frente do dispositivo, a tela e o tamanho exato continuam sem confirmação.

Reprodução/FCC

Bluetooth 5.4 é a única mudança confirmada até agora

A certificação americana entregou um dado concreto de hardware. O Galaxy Fit 4 sobe para Bluetooth 5.4, com suporte a Low Energy e a EDR. A Fit 3 opera em Bluetooth 5.3.

O salto de versão parece pequeno no papel e não muda a experiência de forma perceptível no dia a dia. O ganho real fica em eficiência de energia e estabilidade de conexão, o que importa em um aparelho que vive de autonomia longa.

Sensor da Goodix aponta para consumo baixo

O componente mais interessante da documentação é o módulo óptico. Segundo o Android Authority, o aparelho deve usar o Goodix GH3036, chip integrado de monitoramento cardíaco por fotopletismografia voltado a dispositivos vestíveis de baixo consumo.

A Goodix é uma projetista de chips de Shenzhen listada na bolsa de Xangai, mais conhecida no Brasil pelos leitores de digital sob a tela usados em celulares. A família de módulos ópticos da empresa empilha o fotodiodo e os LEDs em um único encapsulamento e cobre frequência cardíaca, variabilidade e oxigenação do sangue.

A escolha diz algo sobre posicionamento: a linha Galaxy Watch usa o sensor BioActive desenvolvido pela própria Samsung, com eletrodos para eletrocardiograma e bioimpedância. A série Fit segue com um pacote óptico de terceiros, mais simples e mais barato.

Divulgação/Samsung

O que a Galaxy Fit 3 entrega hoje

Para dimensionar o que pode mudar, vale olhar a régua atual.

EspecificaçãoGalaxy Fit 3
ModeloSM-R390
TelaAMOLED de 1,6 polegada, 256 x 402 pixels
CorpoLiga de alumínio, 36,8 g com pulseira
Bateria208 mAh, até 13 dias de uso
Recarga65% em 30 minutos
ConectividadeBluetooth 5.3, sem Wi-Fi, sem NFC
SistemaBaseado em RTOS, sem Wear OS
Proteção5ATM e IP68
SensoresAcelerômetro, giroscópio, frequência cardíaca, barômetro, luz
GPSNão possui
Preço de lançamento no BrasilR$ 549

A própria Samsung registra na página brasileira do produto que a autonomia cai para “até 3,5 dias com o modo de tela sempre ligada ativado”, bem abaixo dos 13 dias anunciados na comunicação principal.

O aparelho reconhece mais de 100 modalidades esportivas, faz análise de sono e traz detecção de queda com chamada de emergência, recurso que a Samsung posicionou para idosos e pessoas com dificuldade de locomoção.

GPS e NFC seguem como incógnita

Duas ausências marcam a linha desde sempre e continuam sem resposta. A pulseira não tem GPS integrado, o que obriga o usuário a levar o celular para registrar percurso em corrida ou pedalada ao ar livre. Também não há NFC para pagamento por aproximação.

Nenhum dos documentos vazados até agora esclarece se a quarta geração corrige isso. A inclusão de GPS é o pedido mais repetido pela base de usuários e seria o argumento mais forte para justificar uma troca de aparelho.

O custo dessa adição, porém, aparece na bateria… Um receptor de satélite consome muito mais que o restante do conjunto, e a autonomia longa é justamente o que sustenta a proposta da smartband dentro da linha Galaxy.

A Samsung teria de escolher entre os dois argumentos de venda ou aumentar a célula.

Quando o lançamento deve acontecer

O aparelho ficou de fora do Galaxy Unpacked de julho, evento em que a Samsung apresentou o Galaxy Watch 9 e o Watch Ultra 2. A previsão do SamMobile aponta para setembro, ao lado do Galaxy S26 FE e da série Galaxy Tab S12.

O intervalo entre gerações vem se comportando de forma irregular. A Fit 2 saiu em 2020, a Fit 3 demorou quase quatro anos para chegar, e a quarta geração deve sair com pouco mais de dois anos e meio de diferença.

A Samsung não confirmou o produto nem comentou os vazamentos. Também não há informação sobre preço ou data para o Brasil, onde a Fit 3 foi vendida oficialmente desde fevereiro de 2024.

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Traseira igual abre espaço para reaproveitar pulseira e carregador

Os dois pinos de carregamento e os botões de liberação da correia estão exatamente nas mesmas posições da Fit 3, o que sugere compatibilidade entre acessórios das duas gerações.

Quem já tem pulseiras avulsas ou um cabo de recarga sobressalente pode não precisar comprar tudo de novo. A Samsung não confirmou a compatibilidade, e o encaixe rápido descrito nos documentos da FCC deixa margem para alteração de tolerância.

Ainda assim, mudar o padrão de contato sem necessidade custaria caro em um produto que precisa ser barato.

Enquanto o Galaxy Watch 9 estreou com o Snapdragon Wear Elite e ganhou promessa de cinco anos de atualização, a série Fit segue rodando um sistema baseado em RTOS, sem loja de aplicativos e sem calendário público de suporte.

São dois produtos de pulso da mesma marca com filosofias opostas, e o Galaxy Fit 4 até agora não dá sinal de que pretende encurtar essa distância.

Fonte(s): Android Authority, SamMobile e Notebookcheck

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